Histórias que eu invento na minha cabeça

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Sempre fui uma dessas crianças sonhadoras. Na infância, não precisava de instrumentos elaborados para ter uma brincadeira divertida, que me distraísse por horas. Tinha o costume de fingir ser professora, pessoas invisíveis eram os meus alunos. Nunca me esqueço de outra brincadeira que fazia com meu primo, era o seguinte: estávamos no Egito (tudo acontecia no nosso bairro), usávamos a pedra da rua para descobrir ossos e artefatos antigos, nos transportávamos para dentro da gigante pedra. Ah como era bom! A vida era tão simples. 

O tempo passou e no caminho perdi a habilidade de não ligar para artefatos, hoje infelizmente sou quase uma escrava dessa indústria consumista. Entretanto, uma habilidade minha não perdi: inventar histórias. É automático sabe? As vezes preciso simplesmente criar uma realidade alternativa para situações que estou vivendo no momento, por vezes invento um futuro inteiro. Juro, se eu colocasse em prática tudo que eu imagino, estaria escrevendo para vocês diretamente de Seattle, não da sala onde trabalho. A verdade é que histórias reais sempre me captaram, e foi assim que passei a ler e depois me interessei pela escrita. A realidade por vezes pode ser dura e árdua, cada história que invento na minha mente me leva para outra dimensão, um lugar onde todos os meus sonhos podem ser reais. 


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