O amor na geração Y

14:05

É fácil não amar. Complicado é se permitir ser vulnerável ao outro. 

O grande mal da geração Y ou líquida é a inconstância. Não estamos preparados e programados para aguentar as dores e consequências de uma relação desastrosa, por isso evitamos ligações a todo custo. Muitos podem chamar essa técnica de covardia, tenho pra mim que autopreservação seria o termo mais adequado. 

Quando você já passou por algum tipo de situação, já enfrentou uma desilusão amorosa ou simplesmente seu relacionamento não deu certo, você se pega criando barreiras e muros. Eles evitam aproximações mais profundas e é esse o nosso super poder. Mas como todo super herói, temos uma grande criptonita. A nossa é justamento o nosso super poder. Não permitir-se uma relação profunda, que o outro chegue, nos deixa cada dia mais isolados. São beijos, transas e relações que vem e vão. Porque são simples, não demandam tempo, grandes responsabilidades e não machucam. 


Deixar outra pessoa, cheia de qualidades e defeitos diferentes do seu, entrar em sua vida pode ser a pior ou a melhor coisa. Mas a realidade é que o amor eterno só exite ms livros que amo ler a noite, antes de dormir. É fácil se proteger a todo momento e ir dormir sonhando com um relacionamento como de "livro". Difícil é juntar as barreiras quando elas caem. Lembram que eu disse que a nossa criptonita é o nosso super poder? 
Justamente porque quando ele falha, quando estamos mais vulneráveis, o coração se machuca ainda mais. 


Essa não é uma carta de amor. Esse não é um texto romântico. Isso nada mais é do que um desabafo. De uma integrante de uma geração que sempre é atacada por sua falta de relações profundas. Porque difícil é e sempre será reunir cada pedacinho de volta. Porque deixar alguém entrar fratura, rasga e corrompe as nossas defesas. 

Não sabemos lidar com isso. Não sabemos lidar com a falta de amor. E é apenas isso. 

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