O amor é a busca e não o ponto final

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Sabe, quando você cresce acreditando que a sua vida vale pouco e que veio a esse mundo apenas para fingir estar bem, os sonhos são seus grandes aliados? Talvez uma maneira mais doce de tentar se livrar da loucura, quando na verdade está apenas indo de encontro a ela. 

Quando você cresce acreditando que migalhas de atenção são grandes gestos, que está tudo bem gritarem, berrarem e até mesmo te agredirem (contanto que seja seguido de um pedido de desculpas), fica fácil se render ao desejo de sonhar com amores literários. O problema é que permitir-se sonhar além da realidade, afeta não somente você, mas todo ao seu redor.

Nunca desejei o cinismo que vejo todos os dias sobre o amor. Sempre fui defensora fiel desse sentimento, que pra mim, sempre valeu qualquer esforço. Justificável quase e praticamente qualquer ação em nome desse sentimento que o ser humano vive a buscar. A verdade é que continuamos numa luta diária, buscando em cada canto e em cada espaço um pouco de amor. O simples e puro amor. 

Trabalhamos com o intuito de encontrar satisfação na carreira que escolhemos ou simplesmente (e admiravelmente) para a sobrevivência, afim de sustentar, homenagear e orgulhar aqueles que amamos. Estudamos, quase sempre, o que nosso coração nos diz que amamos. Nos permitimos beijar desconhecidos, dançar com estranhos, usar o álcool, as drogas e qualquer outro meio de que mesmo por um instante encontrar o sentimento que viemos ao mundo buscar. O amor é uma busca constante, esgotante e que machuca. 

Nascemos e crescemos com a ideia de um amor ideal, que fará surgir borboletas no estômago assim como uma calmaria na alma. Um fogo de necessidade e uma paixão arrebatadora. Passamos a acreditar que esse sentimento bonito, dividido entre almas gêmeas um dia nos encontrará. Mas a verdade? É que tudo está no processo. Talvez esse tipo de amor não exista para todos. Ou talvez exista.

Talvez almas gêmeas sejam verdadeiras e conexões mentais sejam a chave. Talvez não iremos viver para sempre com quem amamos, mas basta encontrar uma vez durante toda essa trajetória que chamamos de vida, a nossa alma gêmea, que tudo faz sentido.

– E como posso saber quem é a minha Outra Parte? – perguntou Brida.
– Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o Amor. Quem não desistir da busca, vencerá.” (Brida - Paulo Coelho)

 

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