Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de julho de 2020

TCC - Transtorno Compulsivo de Choro regulamentado pela ABNT

O famoso TCC, ou monografia como é meu caso, é conhecido por ferrar com a sanidade mental dos estudantes de graduação. Sim! Nessas palavras mesmo: ferrar! A verdade é que todos que passam pela graduação (que tive o prazer de trocar uma ideia) dizem terem sentido na pele a pressão do trabalho de conclusão de curso.



A minha monografia já tem dois anos. Nesse meio tempo tive duas crises depressivas e nem sei quantas crises de ansiedade. Obviamente fatores externos ao TCC contribuíram para as minhas crises, mas devo dizer: a monografia virou catalisadora de lágrimas por aqui!
A pressão é tanta, as dificuldades são tantas que todos os dias eu acordo, tomo um café e mentalizo as tarefas diárias da mono. Aí eu levanto, vergonhasamente acendo um cigarro e tento "dar pé" em uma outra tarefa.

Mas a coisa fica complicada, pessoas ansiosas não funcionam sob pressão. Pelo menos não eu. Embora eu precise, também, de pressão pra funcionar. É confuso, né? Mas é que meu cérebro precisa estar na medida certa de cobrança, se não... simplesmente não rola! Como escrever páginas e páginas sem inspiração? As vezes a gente trava mesmo. É um assunto que deve ser tratado cientificamente, com palavras rebustadas e de acordo com as terríveis normas da ABNT.

As normas da ABNT são um capítulo a parte na trágica jornada de um ansioso na monografia. Cada vez que o sumário não atualiza corretamente, ou que o link não limpa ou que as normas mudam e a Dara de acesso deve ser escrita diferente da maneira que era antes, eu simplesmente tenho vontade de gritar.

Aí eu sento. Tomo um café. Vergonhasamente acendo um cigarro, choro um pouquinho, respiro fundo e volto a esceever. Afinal, a crise vai ter que esperar a entrega, a produção da apresentação e a defesa. 
Não dá pra fugir agora. 
LEIA MAIS

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Não, eu não sou louca

Todos os dias, a todo momento, em algum lugar do mundo uma mulher está sendo chamada de louca. Sabe o que é pior? Não é necessária uma pesquisa IBGE para confirmar essa afirmação. Basta ser mulher e ter uma vida sexual ativa ou estar aberta a relacionamentos.



A gente cresce rodeadas por expectativas. Precisamos nos vestir de determinada maneira, gostar de determinado esporte, estilo musical e literário. É como se a partir do momento que o médico diz "é menina!" , todo o roteiro de nossa vida estivesse traçado.

O machismo é um mal social, não me leve a mal, ele é pode ser tão nocivo ao homem quanto é para nós mulheres. Mas um homem não precisa ter medo de entrar em Uber a noite ou esperar um ônibus em uma parada vazia. É claro, além dos medos e cuidados óbvios de segurança necessários no Brasil.

Não bastasse toda violência que a mulher enfrenta cotidianamente, ainda é necessário lidar com as agressões emocionais e psicológicas. Quem nunca foi catalogada de "louca" ou "surtada" pelo ex namorado?

Aposto contigo, que em alguma experiência amorosa tu descobriu mentiras, talvez traições e ainda foi acusada de ser surtada. É praticamente um discurso pronto! A coisa é tão ridícula que passamos a acredita nisso. E meu bem, você não está sozinha. 

Você já ouviu falar do termo "gaslighting"? Os casos de abuso emocional são tão frequentes, mas tão frequentes que o filme Gaslight traz luz a criação desse termo por abordar no decorrer de toda a obra cenas de abuso emocional. 
O termo gaslighting diz respeito a quando um homem tenta desestabilizar uma mulher, fazendo a acreditar que é louca, surtada ou dramática. 


Não, não é drama

Nós demoramos a entender que uma pessoa que amamos muito e confiamos muito é capaz de nos afetar tão negativamente. É aí que mora o grande perigo. De acordo com a mega curioso.com, quando uma mulher está em um relacionamento amoroso e tem sua inteligência colocada em prova isso é um caso claro de gaslighting. A matéria ainda traz algumas observações importantes sobre traição, confiança e inseguranças. Afinal, é justamente nas inseguranças que o agressor encontra suas armas. 

Mas não pense que uma mulher é vítima de acusações do estilo apenas em relacionamentos amorosos. No trabalho, quando, assim como todo o universo criado pela divindade ou surgido da explosão, não quer participar de brincadeiras é porque é maluca e está de TPM. Aliás, quantas vezes um homem te acusou de estar de TPM simplesmente porque você não quis ser uma flor do campo com ele? Quantas vezes um homem te chamou de maluca porque você expôs seu pensamento? Quantas vezes disseram que você estava surtando simplesmente por expor seu ponto de vista?
Se você é mulher e está lendo isso, tenho a triste certeza de saber que você passou por cada uma dessas situações. E não, você não é maluca.


Por favor, não acredite nisso

Existe uma máxima que me parece bem apropriada: uma mentira passa a ser verdade desde que contada várias vezes. Então, depois de ser chamada de surtada, maluca e louca várias vezes, uma parte de você passa a desacreditar da própria sanidade mental. Você está sozinha, deitada na cama e refazendo seus passos. Tenta entender se realmente existem indícios de loucura, se o que fez-falou-sentiu realmente foi apenas um drama. Então você faz contas, cálcica se não está de TPM, tenta buscar um motivo, uma razão que a deixou nesse estado. E surpresa! Não há. Porque você não é o problema!

Não, garota! Tu não é o problema

A gente passa a acreditar que não é boa o suficiente. Que é a razão pela qual as coisas não dão certo. Seja o relacionamento, seja o trabalho, seja a familia. É tanta pressão para ser de determinado jeito, para alcançar a aprovação que no meio do caminho a gente se perde. Perde a nossa real identidade. E é no meio dessa bagunça toda, de amor, sofrimento e frustrações que a gente passa a cogitar ser o problema.

É quando a insegurança bate, o desejo de estar errada porque só assim os problemas se resolveriam de maneira simples. Bastava admitir e eles sumiram. É nesse momento que a gente faz uma avaliação e acredita ser o problema. Mas não é. O problema está em quem faz a gente se sentir mal por ser quem é. O problema está em quem aponta o dedo e te chama de maluca, de surtada. O problema está em quem não sabe amar e usa as tuas inseguranças contra você mesma. 

Tá na hora de assumir o controle

Demora um tempo. Depende de cada mulher, de cada relacionamento. Cada uma tem seu próprio tempo. Mas leva um tempo. Uma hora a gente passa a ver que não é mais uma mulher inteira e sim uma sombra do que foi antes. 

Vai chegar o momento estranho que você vai sentar em frente a televisão, tentar escolher um filme pra assistir e vai falhar. E vai tentar pedir comida e não vai conseguir. Vai tentar namorar outras pessoas e não vai conseguir porque você perdeu o sentido de escolha. Você abriu mão de si mesma pelo outro e nesse momento vai se perguntar se é vítima ou cúmplice dessa coisa horrível que fizeram contigo. E não vai ter a resposta.
Mas tu vai precisar assumir o controle. Como diria Pitty, citando a música Descontruindo Amélia "vira a mesa, assume o jogo". Toma uma decisão sozinha, qualquer uma. Vai na padaria e escolhe um biscoito diferente. "Faz questão de se cuidar", faz algo que te agrade. Uma hidratação no cabelo ou uma soneca porque quer e não por que a alma tá doendo. 

É uma recuperação. É um processo cheio de etapas. Um passo de cada vez. No final dessa reabilitação o que a gente espera é encontrar-se novamente com a mulher que a gente é. 

Crédito fotos: eusemfeonteira.com
Crédito infográfico: dicasdemulher.com.br
LEIA MAIS

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

O amor é a busca e não o ponto final

Sabe, quando você cresce acreditando que a sua vida vale pouco e que veio a esse mundo apenas para fingir estar bem, os sonhos são seus grandes aliados? Talvez uma maneira mais doce de tentar se livrar da loucura, quando na verdade está apenas indo de encontro a ela. 

Quando você cresce acreditando que migalhas de atenção são grandes gestos, que está tudo bem gritarem, berrarem e até mesmo te agredirem (contanto que seja seguido de um pedido de desculpas), fica fácil se render ao desejo de sonhar com amores literários. O problema é que permitir-se sonhar além da realidade, afeta não somente você, mas todo ao seu redor.

Nunca desejei o cinismo que vejo todos os dias sobre o amor. Sempre fui defensora fiel desse sentimento, que pra mim, sempre valeu qualquer esforço. Justificável quase e praticamente qualquer ação em nome desse sentimento que o ser humano vive a buscar. A verdade é que continuamos numa luta diária, buscando em cada canto e em cada espaço um pouco de amor. O simples e puro amor. 

Trabalhamos com o intuito de encontrar satisfação na carreira que escolhemos ou simplesmente (e admiravelmente) para a sobrevivência, afim de sustentar, homenagear e orgulhar aqueles que amamos. Estudamos, quase sempre, o que nosso coração nos diz que amamos. Nos permitimos beijar desconhecidos, dançar com estranhos, usar o álcool, as drogas e qualquer outro meio de que mesmo por um instante encontrar o sentimento que viemos ao mundo buscar. O amor é uma busca constante, esgotante e que machuca. 

Nascemos e crescemos com a ideia de um amor ideal, que fará surgir borboletas no estômago assim como uma calmaria na alma. Um fogo de necessidade e uma paixão arrebatadora. Passamos a acreditar que esse sentimento bonito, dividido entre almas gêmeas um dia nos encontrará. Mas a verdade? É que tudo está no processo. Talvez esse tipo de amor não exista para todos. Ou talvez exista.

Talvez almas gêmeas sejam verdadeiras e conexões mentais sejam a chave. Talvez não iremos viver para sempre com quem amamos, mas basta encontrar uma vez durante toda essa trajetória que chamamos de vida, a nossa alma gêmea, que tudo faz sentido.

– E como posso saber quem é a minha Outra Parte? – perguntou Brida.
– Correndo o risco do fracasso, das decepções, das desilusões, mas nunca deixando de buscar o Amor. Quem não desistir da busca, vencerá.” (Brida - Paulo Coelho)

 
LEIA MAIS

domingo, 22 de setembro de 2019

Uma carta no espaço código-fonte


Durante anos eu fui considerada a menina do fundão, embora nerd. Com, modéstia parte, certa perspicácia, passei por meus anos de escola aprontando algumas, porém sem nunca ser pega. É verdade que uma vez rolava uma brincadeira de "abaixar as calças dos colegas" - tudo na maior inocência- e acabei levando uma advertência. Mas fora esse caso constrangedor, consegui aliar com astúcia os dois lados da "geminiana". 
Para o pessoal de "humanas" (estou generalizando, tenho ciência), é muito comum surgirem definições de quem somos a partir dos signos. A gente ama estudar e debater sobre mercúrio retrógrado, acendente e decanato. Então, sinto muito se por vezes brincar como assunto. Mas esse com certeza não é um texto sobre signos ou mapa astral. Esse é um texto de re-re-recomeço. Já perdi as contas de quantas vezes fui e voltei para esse exato blog, ainda quando antes intitulado "Escrito ao Amanhecer". Escrever nesse espaço de código-fonte me permitiu antes uma saída e é com essa esperança que eu retorno a escrever. 
Eu estou tão animada! É como se estivesse escrevendo uma carta a amigos que não conheço, a essa altura nem sei quem ou quantos serão capazes de ler essas palavras malucas e sem sentido. Na verdade só queria escrever um post de "Olá". Porque sinto que preciso voltar e assim eu vou, em busca de um retorno ao meu cantinho. 
LEIA MAIS

segunda-feira, 11 de junho de 2018

A guerra, a violência, o amor

As vezes o homem comum tende a recuar, uma estratégia de defesa valiosa, que desde os primórdios tem salvado vidas e diminuindo o número de baixas. É engraçado pensar que o contexto de "guerra" pode ser constantemente aplicado aos pequenos momentos do cotidiano humano. 

A guerra, a violência e o amor são elementos constantes na vida do hommo sapiens, ,mesmo que passivistas como esta que escreve sejam veementemente contra a violência. Mas o gancho principal de toda essa história encontra-se em uma pequena definição de o que é violência. Seria violência apenas uma agressão física? Ou privar-se de ser você mesmo também? Particularmente o conceito de violência é extremamente abrangente. Violência é não poder dizer o que sente, sentir-se só num ambiente rodeado por pessoas, violência é a fome, a desesperança. A violência é completa, larga e abrangente. Um elemento importante para os seres humanos. 

O amor. Ai esse sentimento danado, que nutre a guerra junto com a violência. É o amor por uma causa que gerou as grandes revoluções, o amor por uma mulher que fez o plebeu matar o rei. O amor não é pacífico. O amor não é violento. O amor apenas é. 

Numa situação de violência, contigo mesmo. Como você reage? Você se auto defende? Você ataca? Você ama? Qual sua estratégia?

Esse texto não foi feito para respostas. Ele foi feito para perguntas que jamais serão respondidas. 
LEIA MAIS

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O amor na geração Y

É fácil não amar. Complicado é se permitir ser vulnerável ao outro. 

O grande mal da geração Y ou líquida é a inconstância. Não estamos preparados e programados para aguentar as dores e consequências de uma relação desastrosa, por isso evitamos ligações a todo custo. Muitos podem chamar essa técnica de covardia, tenho pra mim que autopreservação seria o termo mais adequado. 

Quando você já passou por algum tipo de situação, já enfrentou uma desilusão amorosa ou simplesmente seu relacionamento não deu certo, você se pega criando barreiras e muros. Eles evitam aproximações mais profundas e é esse o nosso super poder. Mas como todo super herói, temos uma grande criptonita. A nossa é justamento o nosso super poder. Não permitir-se uma relação profunda, que o outro chegue, nos deixa cada dia mais isolados. São beijos, transas e relações que vem e vão. Porque são simples, não demandam tempo, grandes responsabilidades e não machucam. 


Deixar outra pessoa, cheia de qualidades e defeitos diferentes do seu, entrar em sua vida pode ser a pior ou a melhor coisa. Mas a realidade é que o amor eterno só exite ms livros que amo ler a noite, antes de dormir. É fácil se proteger a todo momento e ir dormir sonhando com um relacionamento como de "livro". Difícil é juntar as barreiras quando elas caem. Lembram que eu disse que a nossa criptonita é o nosso super poder? 
Justamente porque quando ele falha, quando estamos mais vulneráveis, o coração se machuca ainda mais. 


Essa não é uma carta de amor. Esse não é um texto romântico. Isso nada mais é do que um desabafo. De uma integrante de uma geração que sempre é atacada por sua falta de relações profundas. Porque difícil é e sempre será reunir cada pedacinho de volta. Porque deixar alguém entrar fratura, rasga e corrompe as nossas defesas. 

Não sabemos lidar com isso. Não sabemos lidar com a falta de amor. E é apenas isso. 
LEIA MAIS

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O que ninguém te conta sobre ser uma pessoa de "extremos"

Nunca fui do tipo que fica no meio, que é 50 ou 60. Ou eu amo pra caramba ou simplesmente ignoro a existência. Tenho o costume de chorar descontroladamente toda vez que me emociono, isso pode acontecer quando ganho uma bolsa de estudos, me despeço pra sempre de alguém que amo ou com o novo comercial da Avon. Nunca foi muito difícil arrancar lagrimas de mim.



Mas, graças a Deus, consigo rir e sorrir com a mesma facilidade. Perdi a conta de quantas vezes o mundo estava caindo sobre minha cabeça e eu estava rindo de alguma bobagem no trabalho, escola, festa. Aprendi, enquanto crescia, que os momentos difíceis vão chegar, eu terei que vivê-los de verdade, mas sei também que eles vão passar. A frase do meu amado Renato "o pra sempre sempre acaba" me deixava triste um dia, mas hoje sei que ela pode confortar, se a expectativa de pra sempre for a dor.

Foram 20 anos de uma montanga russa emocionap gigante, 20 anos de risos e choros descontrolados. Vamos descobrir quantos mais serão, porque tenho certeza de duas coisas: : Vou rir e chorar com a mesma intensidade. E, logo mais tudo isso irá acabar. Afinal, o pra sempre sempre acaba.


LEIA MAIS

sábado, 27 de janeiro de 2018

Carta de uma estudante universitária

A vida passa e as prioridades vão mudando não é? Olho pra traz e lembro de quando minha principal preocupação era tirar boas notas na escola e terminar o dever rápido o suficiente para poder ir andar de bicicleta com o meu primo. Mas, o ensino médio chegou - arrasou com grande parte da minha inocência - e foi embora. E então, cheguei na parte mais transformadora da minha vida, a Universidade.



Ser um estudante universitário é algo "de pompa" só na boca de mães e pais que querem exibir o tal sucesso acadêmico de um filho, mas a verdade é que isso não basta. Não me entenda mal, eu adoro estudar, eu amo cursar duas graduações ao mesmo tempo e adoro que minha mãe viva falando orgulhosamente disso para as pessoas. Mas, a verdade é que existe muito mais por traz disso. Existe um ser humano que está vivendo turbulências tão grandes que as vezes não consegue lidar com isso sozinho e acaba se perdendo. É normal não ser perfeito, mesmo que a vida inteira você acredite que é isso que deve conquistar. A perfeição é uma ilusão estereotipada de uma sociedade que não se importa que existe dentro do aluno, é uma ilusão criada para que você se sinta mal. Mas a verdade meu amigo, é que está tudo bem. Está tudo bem rodar em uma disciplina que você se dedicou muito, está tudo bem querer "dar um dez" e se divertir e está tudo bem e não tirar sempre o melhor e mais alto conceito. Sabe por quê? Por que a perfeição não é algo a ser alcançado e o caminho que percorremos na graduação deve ser muito mais valorizado.

Eu escrevi esse texto para você saber que não está sozinho, que existem dezenas, centenas, milhares de estudantes como você, que tentam e não conseguem. Mas o importante? É que tentam, e não é da tentativa de perfeição que estamos falando, e sim do puro e simples ato de tentar sem se matar no processo. Você, meu caro universitário, é um vencedor. Você só precisa entender que a coisa é séria, que essa é uma grande responsabilidade, que a água bateu na bunda e agora é "vida real". Uma vida real sem fazer a tarefa correndo para andar de bike com o primo mais velho. Uma brincadeira que forjará sua vida e trajetória. A você, eu desejo todo sucesso e sorte do mundo. O mundo é um lugar com mais esperança, se você tiver caráter, vontade e paciência para usar esse seu privilégio para  mudá-lo.


LEIA MAIS

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Uma rotina turbulenta

Oi gente, tudo bem? Olha que aparece por aqui depois de muito tempo e age como se nada tivesse acontecido. Eu mesma, Gisiele Pimel da Costa Melo. Bom, na verdade eu tenho ótimas desculpas pra demorar tanto a escrever por aqui. Minha rotina tá uma bagunça e eu preciso urgentemente arrumar ela. Mas ainda assim, são apenas desculpas. Vamos conversar um pouco sobre o peso da rotina? Vem comigo!

A vida moderna pode ser um saco as vezes, ser adolescente/recém adulto não é tarefa simples, embora muita gente ache isso. Um jovem de 20 anos de idade, por exemplo, precisa lidar com a faculdade, o trabalho, problemas familiares e sim, uma vida social. Se o jovem não estuda, ele não quer crescer na vida. Se o jovem não trabalha, ele é preguiçoso. Se o jovem não se preocupa com a casa onde vive, ele é ingrato. Se o jovem não tem vida social, ele é um esquisito e os pais se preocupam. Viram? Não é a tarefa mais fácil do mundo.

Nessa fase da vida, a gente tenta abraçar o mundo sozinhos ou desiste. Mas vamos focar em quem não desiste e leva adiante uma rotina maluca, cheia de tarefas para ocupar a mente. A verdade é que ser uma pessoa inativa (ser humano que só faz peso no mundo, o legítimo escorado), irrita muitas pessoas (eu sou uma, fico possessa com pessoas preguiçosas). Mas ainda assim, uma rotina que destrói você não é o ideal. Vou me colocar como exemplo.

Tenho 20 anos, curso duas graduações ao mesmo tempo (Jornalismo e Direito), faço um estágio de 6 horas (mas nunca apenas 6 horas), tenho um blog e o canal, lido com milhares em casa e ainda arrumo tempo para ir na Level (boate muito bacana na minha cidade). Minha rotina é uma loucura, nos últimos tempos tenho tido lapsos de memória que acabam comigo. Esqueço coisas simples, e juro que não é falta de foco. Conciliar todas as coisas que amamos e precisamos fazer é uma tarefa muito árdua. É necessário dedicação, amor e muita força de batalha. Mas amigo, eu to contigo nessa! Não se sinta sozinho. 
LEIA MAIS

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Atrasada? Que nada, sou otimista em excesso

Desde pequena convivo com meus "atrasos", sempre fui a que chega em cima da hora ou fica no débito com aqueles cinco minutinhos. Isso sempre me atrapalhou, ninguém gosta de ficar esperando a outra pessoa, na minha família isso sempre foi considerado falta de educação. Particularmente, eu concordo com isso. 

O ruim de tudo isso é que parece que não fui programada para chegar no horário, juro que não é desculpa. Por vezes eu acordo cedo, saio antes de casa, mas o ônibus atrasa. Foi então, que após muitas cobranças, eu estava assistindo uma palestra do Professor Leandro Karnal. Durante a palestra, Karnal comentou uma coisa sobre pessoas que estão sempre atrasadas, "elas são otimistas de mais". Foi então que percebi uma tendência em mim, sempre acho que dará tempo e confio nisso. 

É um grande problema, incomoda e atrapalha em muitos sentidos. Mas cá estou, uma otimista com dez minutos de atraso. 


LEIA MAIS

terça-feira, 25 de julho de 2017

Histórias que eu invento na minha cabeça

Sempre fui uma dessas crianças sonhadoras. Na infância, não precisava de instrumentos elaborados para ter uma brincadeira divertida, que me distraísse por horas. Tinha o costume de fingir ser professora, pessoas invisíveis eram os meus alunos. Nunca me esqueço de outra brincadeira que fazia com meu primo, era o seguinte: estávamos no Egito (tudo acontecia no nosso bairro), usávamos a pedra da rua para descobrir ossos e artefatos antigos, nos transportávamos para dentro da gigante pedra. Ah como era bom! A vida era tão simples. 

O tempo passou e no caminho perdi a habilidade de não ligar para artefatos, hoje infelizmente sou quase uma escrava dessa indústria consumista. Entretanto, uma habilidade minha não perdi: inventar histórias. É automático sabe? As vezes preciso simplesmente criar uma realidade alternativa para situações que estou vivendo no momento, por vezes invento um futuro inteiro. Juro, se eu colocasse em prática tudo que eu imagino, estaria escrevendo para vocês diretamente de Seattle, não da sala onde trabalho. A verdade é que histórias reais sempre me captaram, e foi assim que passei a ler e depois me interessei pela escrita. A realidade por vezes pode ser dura e árdua, cada história que invento na minha mente me leva para outra dimensão, um lugar onde todos os meus sonhos podem ser reais. 


LEIA MAIS

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Final de semestre cursando 2 graduações




Bom gente, quase todo mundo sabe, ou pelo menos quem assistiu meu vídeo de compras de material escolar, que esse ano comecei a cursar simultaneamente duas graduações. Tomei essa decisão após um semestre decepcionante do meu curso de jornalismo, coloquei na cabeça que iria trocar para o curso de Direito. A ideia era cursar as duas graduações simultaneamente apenas nesse primeiro semestre, ver se Direito era um curso que me interessava realmente, e no segundo semestre trocar de vez a graduação. 

Entretanto esse primeiro semestre me mostrou duas coisas: primeiro, eu amo estudar Direito. É uma graduação que me motiva a estudar, talvez porque eu amo assuntos atuais como política e sociedade. A segunda coisa, eu amo muito jornalismo. Nessa primeira metade do ano pude compreender que não posso decidir entre um dos dois cursos, eu gosto muito dos dois para abrir de mão de qualquer um. Jornalismo foi muito mais interessante, meu estágio na área me abriu os olhos: pude ver como amo a ideia de escrever e ser remunerada por isso. O blog sempre foi um grande ensaio, meu maior portifólio com absoluta certeza. Mas estagiando entendi o quanto preciso melhorar minha escrita, aprimorar técnicas e desenvolver esse meu lado criativo. Compreendi quão capaz eu sou, eu posso fazer tudo e eu fiz tudo.


No início foi tranquilo, as aulas do curso de Direito eram no Vespertino e as de Jornalismo a noite. Quando comecei a estagiar, a corda apertou um pouco. Meu tempo ficou restrito e a pessoa que sempre foge de rotinas e planejamentos passou a marcar horário até para fazer xixi. 

Mas o mais incrível de tudo isso, é que o semestre acabou. Fui muito bem obrigada em todas as dez cadeiras que peguei no semestre, meu estágio, creio eu vai muito também. Nos últimos dias pensei que não iria aguentar, que não daria conta. Mas amiga, eu dei conta. Semestre que vem pegarei 7 cadeiras, levarei as duas graduações ao mesmo tempo e mais o meu estágio. Logo volto e conto para vocês cada detalhe.


LEIA MAIS

quarta-feira, 22 de março de 2017

É preciso criar conexões



A vida é cheia "de siga que eu sigo de volta", isso sempre aconteceu, mesmo quando o fator internet existia. As pessoas sempre tiveram a tendência a "seguir", acompanhar aqueles que as acompanham, pelo simples fato de isso parecer benéfico a ambas as partes, ou porque o outro só merece minha atenção quando eu a recebo. Fazendo uma análise disso tudo podemos chegar a uma conclusão não é? Somos todos habituados a conexões fracas.

Não meu amigo, não estou me referindo ao péssimo sinal de internet que temos no Brasil, refiro-me a nossa habilidade de não nos permitirmos nos importar com outros a menos que ocorra um benefício para nós mesmos. Pare para pensar, quando você tentou criar uma conexão forte com alguém? Qual foi a última vez que você tomou a iniciativa e tentou fazer o outro sorrir? Ofereceu um elogio gratuíto?

Vivemos em um modelo social que nos é imposto a frieza, só é cool aquele que evita, ignora o outro. Mas não! Vive quem se permite, vive quem cria conexões. A vida é aquilo que acontece entre o ganho do seu benefício e a permuta.
LEIA MAIS

domingo, 5 de março de 2017

Quando a saudade não é insônia

Quando é saudade e não é insônia todo o corpo e alma estão despertos. A saudade provoca vontade, anseio. É uma vontade quase incontrolável de agarrar o mundo com as mãos e faze lo girar ao contrário, pro tempo voltar. Pra tudo voltar.

São muitas as tentativas de reviver memórias, ler tarde da noite as mensagens, rever fotos, relembrar o primeiro beijo...

A saudade tem um jeito estranho de dominar a gente, nos viciando com cada pouco de memória. Sempre um pouco mais, só mais um pouquinho.

A dor da saudade escorre pelos olhos quando o coração transborda.

LEIA MAIS

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A crise dos 19 anos



Um ano atrás postei aqui no blog sobre a Crise dos 18 anos. Um ano depois, decidi voltar e falar sobre a extensão dela, a crise dos 19 anos.
Com 18 anos ficamos sabendo que ser adulto não é algo fácil, as responsabilidades triplicaram e as coisas boas pareceram murchar. Hoje, com 19 anos sinto o peso da culpa e da incapacidade. Sim, estamos na crise dos 19.
São 19 vezes por dia que eu me culpo por não ter certeza do curso que escolhi pra mim. Sempre tive tanta certeza, mas sabendo que eu seria boa em alguns outros, ainda não estou convencida de que este, é realmente o melhor.
São 19 vezes por dia que eu me sinto mal por não ter um emprego e ser um fardo econômico pra minha mãe. Sim, um baita fardo econômico. Sei que a crise existe, sei que está bem difícil a situação na minha cidade. Mas eu sei, que como adulta eu preciso trabalhar.
São 19 vezes por dia que eu me pergunto se sou suficiente, se sou uma pessoa boa e se minhas escolhas estão certas.
Percebem como isso é triste? Eu tenho 19 anos e sofro de ansiedade, é um problema sério e tento lidar com ele, mas são cobranças de todos os lados. São cargas de culpa sendo jogadas na minha cara, é a tristeza de não poder ajudar, mas o pior, a incerteza de existir.
Ter 18, 19, 32 ou 40 não é fácil. Nenhuma idade é. Mas tudo tem seu lado bom, eu sei que existe um leque de possibilidades, de amores e recomeços. A vida ainda é uma caixinha de surpresas.
LEIA MAIS

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar sobre a depressão



Grande parte dos jovens atualmente sofrem com a chamada doença do século, mais conhecida como depressão. Os números de casos cresceram significativamente nos últimos dez anos, e não pense você leitor, que é bobagem. Depressão não é uma doença mesquinha, coisa de gente preguiçosa que busca chamar atenção. A doença é capaz de minar com a pessoa emocional, racional e obviamente psicologicamente. Além de tudo isso, por vezes acarreta em consequências a nosso estado físico. 
Uma pessoa que sofre de depressão não necessita de sua pena, ou de apenas um: vai ficar tudo bem. É um caso muito delicado, mas tudo que se precisa é conforto e a possibilidade real de poder se confiar em alguém. 
Agora, não pense você que todos que sofrem de depressão ficam apenas confinados na cama e não possuem vida social. Muitas das pessoas que sofrem com a doença têm uma vida social ativa, trabalham, estudam... Mas no fundo? Estão se sentido sozinhos. Observe seu amigo, sua mãe, a pessoa que você se importa. Observe realmente, olhe dentro dos seus olhos porque muitas vezes as pessoas estão perdidas e sequer cogitam a possibilidade de pedir ajuda. 
Se você conhece alguém que sofre com a doença de apoio, não diga que tudo vai ficar bem, esteja com a pessoa. E seja sincero, a pior coisa que existe é quando você percebe que não pode confiar em quem sempre imaginou ser confiável.
LEIA MAIS

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Poder da maquiagem


Hey gente! Tudo bem com vocês? Comigo tá tudo certo! Bom, o papo de hoje é sobre o poder da nossa amada maquiagem. Eu amo maquiagem como a maioria das meninas, entretanto não ligo de sair sem estar usando make. Mas a grande verdade, é que com a maquiagem eu consigo ressaltar as coisas que mais gosto em mim sabe? Meus olhos, minha boca... E com essa linha de pensamento, eu consigo disfarçar coisas que me incomodam um pouco, como por exemplo: meu nariz.

Não estou dizendo que você deve ceder aos padrões da sociedade, estou dizendo que você deve se amar. Com ou sem maquiagem, e que não há nada de errado em gostar de uma cor e de um Glitter. Você PODE ser o que quiser, estar com QUISER. Você meu bem, é dona de si mesma!



A minha auto estima se eleva muito quando eu me arrumo, fazer uma maquiagem elaborada é melhor que terapia. Então, se você é dessas, pega suas maquiagens. Coloca um vídeo de tutorial ou vai no instinto mesmo!

Quer ver o poder da maquiagem em outras mulheres?





LEIA MAIS

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Eu escolhi dizer SIM

Você já deve ter ouvido mil e uma vezes, que todos temos escolhas, cada um de nós pode escolher o que fazer e como fazer. Eu digo para vocês, eu escolhi dizer SIM.

Escolhi dizer SIM, para o meu cabelo rebelde;
Escolhi dizer SIM, para os meus sonhos mais malucos;
Escolhi dizer SIM, para minhas linhas de expressão na testa;
Escolhi dizer SIM, para minha celulite;
Escolhi dizer SIM, para o meu amor próprio;
Escolhi dizer SIM, para o amor pelo próximo;
Escolhi dizer SIM, para os meus sentimentos.

A vida é cheia de "sins" e "nãos", é cheia de curvas e elas ficam cada vez mais perigosas. Ela tende aa nos tentar por caminhos mais fáceis, a fazernos pensar apenas no material e esquecer de todo resto. Parece muito comodo dizer que a vida nos faz fazer tal coisa. Sabe? Realmente é comodo. Mas existe algo muito misterioso nesse universo, algo que meche e dita as coisas e todos os dias devemos escolher, juntar-nos a ela ou escolher um trajeto difente. As dúvidas ainda existem, as incertezas são reais. Mas a única coisa que você pode ter certeza, que dará errado é: Nada muda se você continua fazendo tudo igual.
LEIA MAIS

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Prólogo – O Ferreiro (Parte 1)

Nos limites do Grande Reino, próximo as soberbas e magníficas Cordilheiras Beor, existe uma pequena vila chamada Hochberg. É um lugar pacato, onde vivem pouco mais de duzentas pessoas. Famosa por sua produção de armas e armaduras, vive principalmente do comercio das mesmas. Alguns afirmam que Hochberg produz os melhores armamentos do reino! Outros já acham que é exagero… Há também a prática da caça, que serve basicamente para suprir a vila com carne e peles. Não é considerada muito próspera, mas, por ficar próxima a uma das principais rotas de comércio do Reino, recebe uma quantidade razoável de visitantes. É comum encontrar pessoas que saibam mais de um idioma.

A vila está localizada ao pé de uma montanha de mesmo nome. É uma região acidentada e pouco propicia para o cultivo. Praticamente não há fazendas nos arredores. E por sinal só há uma, cuidada por um senhor humilde que também é caçador.


A ferraria de Hochberg é uma das mais famosas do Reino. O dono é o ferreiro Balthazar Eisen, conhecido por criar ferramentas duradouras e por suas armas altamente resistentes. Quando mais jovem ele foi um mercenário, mas faz anos que ele trabalha apenas como ferreiro. Também é um dos fundadores da vila, mas ninguém sabe ao certo o porquê de ter escolhido aquele lugar para erguê-la.

Muito mistério gira em torno de Balthazar. Dizem alguns que ele fala de igual para igual com reis e lordes, que é amigo de feiticeiros e monstros. E tais rumores só aumentaram quando ele decidiu adotar uma criança abandonada por uma caravana, dita como amaldiçoada! Ela possuía uma estranha e inexplicável marca nas costas: um círculo perfeito com, como diziam, palavras mágicas. “Isso é feitiçaria!!!” “É uma maldição!” “É a marca do mal!”

Ficou curioso para ler o resto da história? Então clica nesse link aqui.

LEIA MAIS

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Amigo e colega

Se você está na escola ainda, muito possivelmente a maior parte dos seus amigos são seus colgas. Isso porque seu círculo de convivência é restrito a família e escola. Em algumas ocasiões vizinhos. É comum que você confio impiedosamente nos seus colegas, lhes confidencie segredos. Mas é muito comum também que você se decepcione, e não se sinta mal, na vida adulta isso continua.

Temos muitos colegas no decorrer da vida, colegas de trabalho, de escola, faculdade, curso... Mas será que temos muitos amigos? Acho que não. Amizade é algo muito raro, que não está representado pelos mil amigos que você tem no Facebook. Amizade é algo tão valioso que é necessário a compatibilidade entre duas pessoas, tão forte que cria-se um tipo de amor. Um amigo é muito mais que um colega, mas ele pode ser também um colega.

Amigo verdadeiro é aquele que não se importa com quantas curtidas você tem no Facebook, ou visualizações no Youtube, ou seguidores no Instagram. É aquele que topa ir numa festa chata só porque você quer ir, ele chama sua mãe de tia, abre a porta da geladeira na sua casa como se estivesse na casa dele. Pega suas roupas emprestadas e muitas vezes nem devolve... Amigo é aquele que vive falando mal de você, mas na sua frente, em tom de brincadeira. Mas que se pega alguém falando algo ruim sobre você já chega na voadora. Amigo é aquele que resta quando o fundamental acaba, o ensino médio encerra, o semestre passa... Amigo é aquele que estará com você sempre que você dizer: eu preciso.

LEIA MAIS